Galera!!

É chegada a época de desova das Tartarugas Marinhas em Porto de Galinhas!

Essa é uma das coisas mais lindas que a natureza nos oferece…

Protegidas pelo manto noturno, fêmeas de quatro espécies de tartarugas marinhas visitam o balneário pernambucano de Porto de Galinhas a partir deste mês de setembro, arriscando sair das ondas para as areias com a intenção de preparar seus ninhos. Silenciosa, a equipe da ONG Ecoassociados passa as noites monitorando 12 quilômetros de praias para acompanhar o processo e preservar o futuro destes animais.

 

Só em um ano chegamos a liberar mais de 20 mil filhotes para o mar. Foram dezenas de aberturas de ninhos e milhares de turistas e moradores que puderam acompanhar esse espetáculo”, conta Arley Candido, diretor da Ecoassociados, que, entre setembro de 2015 e maio de 2016, identificou e cercou mais de 200 ninhos para protegê-los do ataque de animais domésticos, pisoteamentos e atropelamentos por bugues.

A ONG conta com apoio da Prefeitura do Ipojuca e a contribuição do Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau. Entre as iniciativas, a entidade promove aulas gratuitas de responsabilidade ambiental para centenas de crianças da rede pública de ensino local. Também conscientiza turistas brasileiros e estrangeiros sobre os riscos do lixo, da caça predatória, da pesca comercial e do desrespeito ao limite de distância da praia para a sobrevivência das tartarugas. O perigo de extinção é permanente, muito embora milhares nasçam todos os anos. A questão é puramente estatística, já que, de cada grupo de mil, apenas uma ou duas chegam à idade adulta.

“Uma tartaruga alcança a maturidade por volta dos 25 anos, quando retornará à sua praia de nascimento para desovar. Por isso, quando um ninho é destruído ou uma tartaruga é morta por pesca ilegal, lixo confundido com alimento ou por caça predatória, com ela vão várias novas gerações”, explica Candido. Segundo o ativista, o tempo de incubação dos ovos varia de 45 a 60 dias e de acordo com a temperatura – em anos mais quentes, há maior incidência de nascimento de fêmeas; e nos frios, mais machos. “Não há como identificar isso no momento da soltura, mas fazemos estimativas com base em estudos e, inclusive, temos uma mestranda na entidade preparando uma tese sobre o tema”, complementa, orgulhoso.

O projeto teve sucesso junto aos hotéis locais e, dessa maneira, garantiu que os empreendimentos planejassem a iluminação para que a luz não incidisse nas praias durante a noite, evitando afugentar ou confundir as mamães tartarugas que precisam desovar. “Nossa maior dificuldade é a obtenção de financiamento. Mas da mesma forma que, com o projeto, tivemos um salto de 15 para 200 ninhos por ano na região e criamos outro atrativo turístico além das praias, a ampliação de nossa atividade só tem a agregar valor à região”, observa.

@blogpapodeturista é feito para vocês!!!

CURTA o Blog Papo de Turista no facebook

siga o @blogpapodeturista no instagram